Notícias - CARROS E BICICLETAS, A BOA CONVIVÊNMCIA NO TRÂNSITO


A distância que protege
Se você analisar com calma as regras estipuladas pelo Código de Trânsito Brasileiro, perceberá que ele visa fundamentalmente proteger a vida de quem utiliza as ruas, sejam eles motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres ou mesmo carroceiros. E é nesse sentido que foi estipulada a regra do metro e meio.

O que diz a lei
Infração média:
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa.

Infração grave:
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(...)
XIII - ao ultrapassar ciclista:
Infração - grave;
Penalidade - multa;

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Ao se cruzar por um ciclista em deslocamento, um leve toque do retrovisor do veículo automotor no guidão da bicicleta fará com que ele desiquilibre e caia na via em meio aos carros. Se o próprio carro que o tocou não passar por cima de um braço ou perna, o que vier atrás tem grandes chances de atropelá-lo.

Ok, você é "bom de braço" e sempre transita "tirando fino" sem colidir. É aí que a maioria dos motoristas se engana. Não é preciso esbarrar no ciclista para provocar um acidente. O susto provocado pelo cruzamento de um carro muito próximo ou muito rápido, ou até mesmo o deslocamento de ar quando em alta velocidade, podem derrubá-lo da mesma forma. E é por isso que ao art. 220 do CTB pede que o motorista sinalize, mude de faixa, reduza a velocidade e mantenha distância de 1,5m para fazer a ultrapassagem com segurança. Não force a passagem nem tire "fino" do ciclista - isso pode causar acidentes gravíssimos.

Como cumprir a lei se não há espaço?
Realmente não há espaço para caber a bicicleta, mais um metro e meio, mais um carro numa rua ou faixa rolamento. Contudo, a resposta é bastante simples: basta aguardar para fazer uma ultrapassagem segura, que não coloque em risco o ciclista.

Note que o procedimento acima é exatamente o que seria feito ao cruzar com qualquer outro veículo em menor velocidade que estivesse ocupando a faixa toda. Veículos automotores, que ocupam muito mais espaço que o ciclista, podem até estar trafegando mais devagar ou parar frequentemente como os ônibus, mas têm seu direito de circulação respeitado. O ciclista, frágil e exposto, precisa de um respeito ainda maior.

Muitas das pessoas que colocam o ciclista em risco o fazem sem perceber, porque a dinâmica de espaço entre os carros é diferente. Com os ciclistas, é preciso mais cuidado: além de não ter carroceria para protegê-los, eles nem sempre seguem uma trajetória retilínea e podem se assustar com a proximidade de um veículo maior.

Lembre-se que o ciclista, que tem os mesmos direitos de espaço de circulação dos motoristas automotores e apesar de trafegar mais devagar, não está parado e logo sairá do ponto onde está permitindo a ultrapassagem. Geralmente isso leva poucos segundos - um atraso irrelevante, para proteger uma vida.

Como saber se estou a 1,5m?
A porta aberta do seu carro provavelmente ocupa cerca de 1m além da lateral de seu carro. Imaginar uma distância equivalente há um pouco mais que essa porta aberta pode servir como referência.

O importante não é manter exatamente 150 centímetros, medido ali na régua, mas guardar uma distância que lhe permita evitar ser tocado pelo ciclista no caso dele desviar sem aviso de algo que lhe colocou em risco, ou se desequilibrar no momento em que você estiver passando ao lado dele.

Não é preciso ter fita métrica: a questão não é se o carro passou a 1,40 metro ou a 1,51 metro do ciclista, mas se houve de fato uma ultrapassagem segura para ambos. Na dúvida, use o bom senso!

Lembre-se: o respeito ao ciclista deve existir não apenas porque está na lei, mas acima de tudo porque é a coisa certa a ser feita. Usar um veículo de uma tonelada de aço para ameaçar uma pessoa é, no mínimo, uma atitude covarde e desrespeitosa.

 

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E se o ciclista estiver bem no cantinho?
Muitos ciclistas trafegam colados ao meio-fio ou próximos a margem direita das vias sofrendo as consequências da direção da maioria dos motoristas que rejeitam guarda a distância adequada.

Devido ao pavimento nessa área da via ser muito irregular e esburacado, são justamente esses ciclistas que correm maior risco de desequilibrar-se ou avançar para dentro da via sem aviso. Nesse caso, um carro ocupando a faixa normalmente o derrubaria na calçada, por estar muito próximo, sem que o motorista tenha alterado em nada sua trajetória. E acredite, isso é mais comum do que você imagina.

 

Por que tem ciclista que fica no meio da rua?
Trafegar junto ao meio-fio estimula o motorista a utilizar a mesma faixa, deixando de manter a distância lateral mínima, por ter a sensação de que a pista está livre e pode ser utilizada. Por isso, ciclistas experientes ocupam a faixa.

É uma maneira de tentar fazer com que o motorista mude de faixa para ultrapassar e ao mesmo tempo garantir um espaço de fuga para a direita caso se sintam em risco. Pode parecer antipático para alguns, mas é uma maneira mais eficiente do ciclista garantir sua segurança.

 

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AO OCUPAR UM ESPAÇO MAIOR DA FAIXA, O MOTORISTA TENDE A AGUARDAR UM MOMENTO EM QUE POSSA ULTRAPASSAR COM SEGURAN

 

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